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11 de ago de 2017

Fim do mundo já tem mês e data para acontecer, diz astrólogo

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Há mais um fim do mundo agendado para este ano. Se a previsão catastrófica se cumprir, o dia 23 de setembro pretende ficar para a história. A hipótese dos astrólogos é que a causa é um planeta, um eclipse e uma coincidência numérica.

Daqui a 11 dias, de acordo com o site Observador, haverá um eclipse solar, que poderá ser visto na América do Norte. Cientistas da NASA afirmam que o fenômeno terá duração de dois minutos e quarenta segundos.

A pergunta que não quer calar: qual a relação entre esse fenômeno e o apocalipse? De acordo com o portal, o eclipse seria um presságio do choque do planeta Nibiru com a Terra, revelou David Meade, autor do livro Planet X — The 2017 Arrival, ao Telegraph.

Em contrapartida, a NASA já se pronunciou e garantiu que o planeta não existe. Mas a teoria de Meade está baseada numa passagem da Bíblia, no Velho Testamento, chamada de "Convergência 33".

“Quando o eclipse começar a 21 de agosto, o pôr-do-sol vai ser negro tal como Isaías previu. A Lua vai estar envolvida numa lua negra, que só ocorrem a cada 33 meses. Na Bíblia, o nome divino de Eloim aparece 33 vezes no Genesis.

Fonte: Repórter PB
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29 de set de 2015

NASA confirma: existe água em Marte, e é possível que haja vida também

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TecMundo
NASA acaba de fazer um grande anúncio para a imprensa internacional e para os cientistas espalhados em todo o mundo. A Agência Espacial convocou uma coletiva de imprensa para revelar o que vinha sendo esperado como o "mistério de Marte resolvido". E quem estava ansioso pela revelação não se decepcionou, pois a Agência Espacial dos Estados Unidos trouxe informações  bem importantes.

As expectativas eram de que a NASA exporia dados sobre a presença de água na superfície de Marte durante períodos já definidos do ano — havendo também algumas revelações sobre a formação geológica do Planeta Vermelho.  Confira quais foram os cientistas que deram seus depoimentos durante a apresentação programada pela NASA:

Jim Green: diretor de ciência planetária da NASA
Michael Meyer: cientista-chefe no programa de Exploração de Marte
Lujendra Ojha: cientista do Instituto de Tecnologia de Atlanta
Mery Beth Wilhelm: cientista da NASA e do Instituto de Tecnologia da Geórgia
Alfred McWewn: investigador principal no HiRiSE
As grandes revelações

Em abril, a NASA confirmou ter encontrado evidências de que haveria água e sal na superfície de Marte — sendo que isso permitiria uma interação mais complexa dos elementos no planeta, pois os sais podem modificar as propriedades de evaporação, por exemplo.

Agora, a NASA atesta que conseguiu encontrar evidência de que a própria água flui por lá — não apenas as substâncias salinas. A Agência revela que é possível afirmar que a água na superfície de Marte flui periodicamente. Os sais já mencionados são cloratos e percloratos, que possuem a capacidade de reter a água e evitar que ela seja evaporada tão rapidamente.

Em algumas épocas do ano, isso poderia gerar córregos de salmoura capazes de fazer com que a água realmente flua — não com a mesma velocidade de um rio terrestre, é claro. De acordo com os pesquisadores, se a água de Marte não for corrente, ela é "pelo menos gotejante".

O que isso significa?
O estudo da NASA acaba de ser publicado na Nature Geosciences e mostra o que muitos já devem estar esperando. A comprovação de que existe água em Marte faz com que aumentem as chances de se encontrar vida no Planeta Vermelho. Com as condições atmosféricas que podemos observar atualmente, é bem provável que existam microrganismos por lá.

Lujendra Ojha foi bem enfático na publicação: "Ter certeza de que existe água líquida na superfície do planeta  é essencial para a compreensão do ciclo hidrológico e para o potencial da existência de vida em Marte". Não estamos falando de vida como a terrestre, mas formas adaptadas à alta concentração de sais são uma grande possibilidade. Quais serão as próximas descobertas?
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28 de set de 2015

Sertão paraibano proporciona visão espetacular da “Super Lua”

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Jozivan Antero – Patosonline.com
Nas varandas, com câmeras comuns e profissionais, celulares, a olho nu, ou até mesmo em locais preparados especialmente para prestigiar o fenômeno conhecido por Super Lua, os sertanejos puderam ver com mais nitidez devido o céu sem nuvens o eclipse da lua. Neste domingo, dia 27, com início a partir das 22h07, foi possível contemplar a beleza do acontecimento raro.

A Associação Paraibana de Astronomia (APA) instalou 06 pontos para observação no Estado, entre estes, 01 ficou localizado no Município de Matureia (sertão), precisamente no Casarão do Pico do Jabre. Várias pessoas se deslocaram até o local e disputaram o telescópio que foi disponibilizado pela APA.

A professora Solange Kerpel se deslocou até o Casarão e relatou: “Foi maravilhoso acompanhar lá, pois a distância das luzes da cidade permite que se veja o céu no entorno da lua que por muitas vezes chamava até mais atenção”.

O fotógrafo Glauber Alves também não perdeu a oportunidade de registrar a imagem rara que só ocorrerá novamente no ano de 2033. As redes sociais foram inundadas com fotos da Lua no início do eclipse e também no momento exato em que a sombra da Terra cobriu o seu satélite natural.




FOTOS: Glauber Alves e Solange Kerpel
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11 de jan de 2015

2015 terá 2 eclipses solares, confira!

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A maior atração astronômica de 2015 será o eclipse solar total, coincidindo pontualmente com o início da primavera no Hemisfério Norte. 


Na manhã de 20 de março, a sombra da Lua passa sobre o Atlântico Norte e o Mar Ártico. Numa faixa longa e estreita, o satélite cobre completamente o Sol, e durante alguns minutos o dia vira noite. Esse fascinante espetáculo celeste poderá ser admirado nas ilhas Faroe (Dinamarca) e em Svalbard (Noruega).

Em toda a Europa, no norte da África e no oeste da Rússia, o eclipse será visto pelo menos parcialmente. Nessas regiões, a Lua encobre uma parte grande do Sol. No ponto alto do fenômeno, o astro central fica parecendo um biscoito que levou uma mordida.


O segundo eclipse solar do ano não é total em nenhuma parte do planeta. Ele pode ser observado em 13 de setembro na África Meridional, no sul do Oceano Índico e em grandes áreas da Antártida.

Dois eclipses lunares totais
Em 2015, a Lua passa duas vezes pela sombra da Terra. Em 4 de abril, por volta das 12h00 UTC (hora universal coordenada), o eclipse é visível em todas as partes onde a lua cheia se encontra acima do horizonte, sendo boas as condições em todo o Pacífico, leste da Ásia e oeste da América do Norte. O escurecimento total dura 12 minutos. A fase parcial é, naturalmente, bem mais longa, começando às 10h15 e indo até as 13h45 UTC.

No segundo eclipse lunar total, o satélite terrestre fica completamente encoberto entre 2h10 e 3h23 UTC. Durante mais de uma hora, nenhum raio de sol incide diretamente sobre a superfície lunar. No entanto, como a atmosfera terrestre refrata parte da luminosidade, alguns raios rompem o cone de sombra da Terra e a Lua ainda estará visível no céu, numa luz mortiça, vermelho-cobre.

A fase parcial do eclipse vai de 1h06 a 4h27 UTC. O fenômeno é observável em toda a Europa, Ásia, América do Sul, no leste da América do Norte e em todo o Oceano Atlântico.

Deutsche Welle

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8 de jan de 2015

Pode haver vida em oito novos planetas

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Telescópio Kepler permitiu encontrar oito novos planetas com condições favoráveis para a existência de vida.

Há oito novos planetas com possibilidade de ter vida. Segundo o Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics (centro de astrofísica, em português), os exoplanetas encontrados têm condições suficientes para terem actividade biológica, vida.

Os exoplanetas, esxo porque orbitam em torno de outra estrela que não o sol, encontram-se a uma boa distância da sua estrela fonte de calor e luz. Isto faz com que possam ter água em vez de gelo, se estivessem mais longe, ou vapor, caso estivessem mais perto. Para além disso, têm «mais ou menos o tamanho certo» e luz suficiente.

«Grande parte destes planetas têm boas probabilidades de serem rochososos, como a Terra», afirmou Guillermo Torres do centro de astrofísica, numa nota. Com solo palpável, ao invés de gases, e água, a possibilidade de existência de vida é animadora.

David Kipping, também do centro de astrofísica, é cauteloso, no entanto. «Não sabemos com certeza se estes planetas na nossa amostra são verdadeiramente habitáveis», afirmou Kipping, «apenas que são possíveis candidatos».

Até agora as principais esperanças estavam depositadas nos exoplanetas Kepler-442b e Kepler-438b, os mais parecidos com o planeta Terra. Por outro lado, ainda é preciso mais desenvolvimento tecnológico para os ver e ainda por cima visitá-los, alerta Christine Pulliam, do centro de astrofísica.

O Kepler-438b, que tem um diâmetro 12% maior do que a Terra e 70% de superfície rochosa, está a 470 anos-luz. O Kepler-442b, que é um terço maior do que o planeta azul e 60% rochoso, está a 1100 anos luz. Os cientistas acredita, que as hipóteses do último ser uma zona habitável são de 97%.

Os nomes dos exoplanetas devem-se ao telescópio Kepler. Lançado em 2009, o Kepler, tecnologia de ponta, localizou 160 000 estrelas, o que conduziu aos oito planetas.

É graças aos últimos avanços que a NASA (sigla em inglês, Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço) afirma estar «muito próxima em termos tecnológicos e científicos de realmente encontrar outra Terra».

Com AE
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16 de out de 2014

Meteoro passa próximo da terra e é visto na Paraíba e em mais dois estados

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Um clarão no céu da Região Metropolitana de João Pessoa, na noite da quarta-feira (15), deixou moradores assustados. Segundo a Sociedade Astronômica do Recife (SAR), a alta luminosidade foi provocada por um bólido, um grande meteoro que possivelmente veio de uma chuva de meteoros da constelação de Orion. Para o Observatório Alto da Sé, em Olinda (PE), o bólido pode ser formado por um meteoro ou lixo espacial. Na manhã desta quinta-feira (16), os comentários nas redes sociais sobre o fenômeno eram recorrentes e muitas pessoas afirmavam também terem visto o clarão em Pernambuco, Alagoas e no Rio Grande do Norte.

Nas imagens das câmeras de monitoramento da Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) é possível ver o exato momento em que o clarão toma conta do céu, às 22h19 da noite da quarta-feira. As imagens mostram a Avenida Agamenon Magalhães, uma das principais vias do Recife, na área central da cidade. O vídeo mostra o fenômeno duas vezes, sendo a segunda em câmera lenta.



De acordo com o coordenador do Observatório Alto da Sé, Alexandre Evangelista, a queda do bólido foi registrada por volta das 22h30 e foi possível ver na RMR e outras localidades do estado. “Não temos registros porque foi tarde e em dia de semana. Chamamos de bólido quando pode ser proveniente de um meteoro ou lixo espacial. Para ter a confirmação é preciso fazer um estudo das imagens, checar se ficaram vestígios sólidos no solo”, afirma. Também chamado de bola de fogo, o fenômeno foi visto pela última vez pelo Observatório em 2012. “Caiu próximo da praia de Maragogi, em alto mar. Foi visível no sul da Paraíba, Pernambuco e até Alagoas”, lembra Evangelista.

Segundo astrônomo Everaldo Faustino, da SAR, o bólido era composto por um meteoro. Ele conta que os meteoros costumam cair todos os dias, mas não com essa magnitude de brilho. “O que conhecemos por estrela cadente são, na verdade, meteoros se desprendendo de constelações, ou se deslocando no espaço. O bólido é nada mais que um grande meteoro. Devido à grande velocidade que ele entrou na atmosfera, eles aquecem, tem o impacto e o contato com o ar daqui, que é diferente do vácuo onde eles estavam. Ele atinge uma temperatura alta e, a partir disso, eles emitem luz”, explica.

Alguns podem atingir o tamanho de um carro, mas o bólido que caiu na quarta deve ter um tamanho pequeno, segundo Faustino. “A gente não sabe se ele chegou a cair no solo ou se veio fragmentado, se desintegrou. Não é comum cair em zonas urbanas, temos pouquíssimos relatos de terem caído em cima de casas ou pessoas. É provável que esse, se tiver caído, tenha caído no mar”, aponta o astrônomo.

Ainda de acordo com Everaldo Faustino, não é comum a queda de um bólido, principalmente com o brilho do que foi registrado. “Pesquisadores já tinham visto a data específica que iria ter uma chuva de meteoros, a chamada orionídeo”, afirma. Ele explica que o radiante – ponto onde os meteoros “nascem” – dos orionídeos é a constelação de Orion, à qual a chuva faz referência. “Existem várias chuvas de meteoros no ano, mas tem algumas que são excepcionais, como o orionídeo. A gente não esperava que caíssem com essa intensidade de brilho”, conclui o astrônomo.

G1
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14 de out de 2014

Nasa diz que setembro foi o mês mais quente da história

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A Nasa revelou hoje que o mês de setembro de 2014 foi o mais quente desde 1880 na Terra. Esta é a 3ª vez no ano que são registrados recordes de altas de temperaturas, dado que leva os cientistas a acreditarem que 2014 pode se tornar o ano mais quente já registrado. 

Segundo a Nasa, a temperatura no mundo chegou a registrar aumento de 0,77 graus Celsius acima da média global do período entre 1951 e 1980. O novo dado mostra que a tendência do aumento das temperaturas neste ano deve continuar. 

Em maio e agosto também foram registrados recordes de calor em comparação com os mesmos meses de anos anteriores. 


NASA
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19 de ago de 2014

Asteroide vem na direção da Terra: #FimDaTerra?

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Será o fim? Asteroide com mais de 1 km está vindo em direção à Terra e astrônomos não sabem como desviá-lo.

A data do possível, porém improvável impacto, é 16 de março de 2880. 

Os pesquisadores, que estudam a rocha, dizem que ela gira tão rápido que deveria ter se quebrado, mas por uma estranha razão permanece intacta em sua trajetória em direção ao planeta Terra.

Astrônomos acreditam que ela permaneça sólida por forças de coesão, conhecidas como Van der Waals. Embora isso seja um grande avanço na pesquisa sobre os asteroides, os cientistas admitiram que não sabem ainda como pará-lo ou desviá-lo.

A descoberta foi feita por pesquisadores da Universidade do Tennessee. Pesquisas anteriores mostraram que asteroides são, na verdade, diversas “pilhas” de material rochoso soltos, porém unidos fortemente pela gravidade e pelo atrito. No entanto, a pesquisa da universidade mostrou que o asteroide denominado 1950 DA gira tão rápido que desafia essas forças.

Com 1.000 metros de diâmetro, ele gira rápido demais para seu tamanho. Esse ritmo deveria fazer a rocha se despedaçar, mas ela não demonstra nenhum sinal que isso irá ocorrer.

Com base nos dados que os cientistas conseguiram coletar, até o momento, a chance de impacto com a Terra é de 1 em 300, algo assustadoramente considerável, tornando-se uma chance real de colisão.

“Nós descobrimos que 1950 DA está girando mais rápido do que o limite de ruptura para sua densidade. Então, se apenas a gravidade estivesse segurando este monte de pedras em conjunto, como geralmente se supõe, elas voariam uma das outras. Portanto, forças de coesão devem estar segurando-as”, disse Joshua Emery, professor assistente no Departamento de Ciências da Terra e Planetária da universidade.

Na verdade, sua rotação é tão rápida que em seu equador ele tem a chamada ‘gravidade negativa’. Se um astronauta tentasse ficar em sua superfície, seria sumariamente arremessado para o espaço.


Algumas teorias acreditavam que os asteroides pudessem ter forças de coesão, mas até o momento isso não havia sido observado em nenhum. O estudo sobre 1950 DA foi publicado na revista Nature, despertando um interesse maciço dos cientistas em encontrar maneiras potenciais para defender a Terra.

O asteroide em questão poderá ser observado com mais detalhes a partir de 2032. Apesar do certo receio, existem vários aspectos que podem alterar sua trajetória: taxa de rotação, composição química, massa, interações gravitacionais com outros pequenos objetos cósmicos, etc.

Além disso, o chamado efeito Yarkovsky – uma pequena força, porém importante, que age sobre os asteroides – poderia nos salvar. Essa força é um tipo de “empurrão” térmico. Ao receber energia solar, o asteroide acaba liberando um pouco dessa energia para o espaço, o que pode mudar ligeiramente seu percurso que, ao longo de centenas de anos, fará um desvio considerável de sua rota.

Saiba mais!
>O asteroide 1950 DA viaja a mais de 15 km por segundo e gira uma vez a cada duas horas e seis minutos.

>Os cálculos preliminares mostram que, se o impacto ocorrer, ele deve cair no Oceano Atlântico a 6,1 milhões de Km/h, o que geraria um impacto de 44.800 megatoneladas de TNT.


Fonte: Discovery / DailyMail 
Foto: Reprodução / DomínioJovem / ArquivoUFO / DailyMail

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24 de jun de 2014

Mistério de 'ilha mágica' em lua de Saturno intriga astrônomos

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Cientistas tentam entender fenômeno em Titã, satélite que teria características parecidas com a Terra; região pode ter tido gelo

Há algum tempo os cientistas estão intrigados com um fenômeno - que vem sendo chamado de "ilha mágica" - observado em julho do ano passado pela sonda Cassini, da Nasa, em Titã, maior lua de Saturno.

A sonda observou a "ilha" - na realidade, uma mancha brilhante - durante um sobrevôo por Ligeia Mare, um lago de metano e etano do polo norte de Titã. Mas em suas passagens seguintes ela havia desaparecido.

Agora, um estudo publicado na revista Nature Geoscience defende que a mancha pode ter sido causada tanto pela presença de icebergs na região, quanto pelo reflexo de ondas do lago ou gases que teriam emanado de suas profundezas.

"Ilha mágica é o termo coloquial que estamos usando para nos referir a esse fenômeno, mas na realidade não achamos que se trata de uma ilha", explicou à BBC Jason Hofgartner, da Cornell University, em Nova York, um dos autores do estudo.

Ele diz que, como a luminosidade apareceu e desapareceu muito rapidamente, é improvável que tenha sido causada por uma ilhota vulcânica.

"Temos quatro hipóteses diferentes para explicar as causas desse fenômeno: ondas, bolhas de gás, sólidos flutuantes e sólidos em suspensão"

Importância científica
A maior lua de Saturno chama a atenção de cientistas por ter características semelhantes às da Terra. Ela tem, por exemplo, uma atmosfera espessa, além de uma superfície moldada por ventos e chuvas, com rios, mares e dunas.

As montanhas e dunas de Titã, porém, são feitas de gelo, não de rochas ou areia. E em vez de água, seus lagos são formados por hidrocarbonetos líquidos. Os mares e lagos de sua região polar, por exemplo, são repletos de metano e etano, substâncias gasosas na Terra, mas que nas temperaturas típicas de Titã - de 180ºC negativos - existem em estado líquido.

Titã também tem algo semelhante às estações do ano da Terra, embora seu ciclo sazonal seja de 30 anos. Com a aproximação do solstício de verão em Titã, que será em maio de 2017, o nível de atividade atmosférica no norte dessa lua tende a crescer.

"À medida em que o verão se aproxima, mais energia do sol é depositada no hemisfério norte de Titã", diz Hofgartner.

Os ventos da região também tendem a ficar mais fortes, causando ondas na superfície de seus lagos e mares. São essas ondas a primeira das possíveis explicações para a "ilha mágica" - até porque os cientistas já detectaram evidências de ondas em outro lago da lua, conhecido como Punga Mare.

Hipóteses
A segunda explicação possível é que a mancha de luz ( ou "ilha mágica") poderia ter sido causada por sólidos flutuantes - os icebergs. Esses icebergs não poderiam ser formados por gelo de água, porque afundariam no mar de hidrocarboneto líquido. Seriam, portanto, de uma mistura congelada de metano e etano.

Já os sólidos em suspensão - a terceira possível causa da mancha de luz - poderiam ser poliacetileno, um composto orgânico de baixa densidade que os cientistas acreditam fazer parte da atmosfera de Titã. A última hipótese é que a luminosidade que a Cassini observou foi provocada por gases emergindo de fissuras vulcânicas submarinas para a superfície de seu lago.

Mais observações e estudos são necessários, porém, para que se determine quais dessas hipóteses são mais prováveis.

"Parece que algo está acontecendo em Ligeia Mare. Titã não para de nos surpreender", diz John Zarnecki, professor emérito da Open University de Milton Keynes, co-autor de um estudo sobre a altura das ondas em Titã.

"Essa é mais uma evidência de que precisamos voltar para lá com uma missão, preferivelmente para pousar em um de seus mares. Só então entenderemos o que está acontecendo nesse lugar incrível."

IG com BBC

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3 de jun de 2014

Descoberta 'mega-Terra' que está intrigando os cientistas

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Os astrônomos descobriram um planeta rochoso que pesa 17 vezes mais do que a Terra e tem o dobro do tamanho e estão agora a braços com o desafio de explicar como se terá formado


O Kepler-10c fica num sistema solar distante e é tão grande (e sólido) que os astrônomos nem pensavam ser possível existir um planeta assim. Esta "mega-Terra" já era conhecida, mas ainda não tinha sido possível avaliar-lhe o tamanho. Agora, concluiu-se, graças a um instrumento potente num telescópio nas Canárias, que tem um peso 17 vezes superior ao do nosso planeta. 

Segundo a NASA, o que está a causar admiração aos cientistas é que a força gravitacional de uma massa assim agregaria uma espécie de envelope de gás durante a sua formação, transformando-o num gigante gasoso do tamanho de Neptuno ou mesmo Júpiter. No entanto, ao que tudo indica, o Kepler-10c é bem sólido, composto sobretudo por formações rochosas.

"É o Godzilla das Terras, mas ao contrário do monstro dos filmes, o Kepler-10c tem implicações positivas para a vida", compara Dimitar Sasselov, do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics, explicando que "encontrar o Kepler-10c diz-nos que os planetas rochosos podem ter-se formado muito mais cedo do que pensávamos. E se é possível criar rochas, é possível criar vida".

Os astrônomos estimam que o sistema solar do planeta tenha cerca de 11 mil milhões de anos, o que significa que se terá formado menos de 3 mil milhões de anos depois do Big Bang. A Terra tem cerca de 4,5 mil milhões de anos. 

Com Visão

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4 de set de 2013

Supertempestade em Saturno 'revira' gelo do planeta, diz Nasa

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Uma supertempestade que atingiu Saturno "revirou" gelo da atmosfera do planeta, segundo uma pesquisa publicada na revista científica "Icarus". As informações sobre o estudo foram divulgadas nesta terça-feira (3) pela agência espacial americana (Nasa), que classificou a tormenta como "monstruosa".

O fenômeno gigantesco irrompeu em dezembro de 2010 no planeta, afirma a agência espacial. Tempestades deste gênero costumam aparecer no hemisfério norte de Saturno a cada 30 anos, em média.

A análise dos cientistas, junto com medições próximas ao infravermelho feitas pela sonda espacial Cassini, são a primeira deteccção já realizada de de gelo formado a partir de água em Saturno. A água, afirma a Nasa, se origina das profundezas da atmosfera do planeta.

"A nova descoberta da Cassini mostra que Saturno pode 'desenterrar' materiais a mais de 160 km [no fundo da atmosfera]", afirmou Kevin Baines, um dos autores do estudo e cientista do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, em entrevista à instituição.

"Isso demonstra de maneira muito realista que Saturno, apesar de parecer um planeta 'pacato', pode ser tão tão ou mais explosivo que Júpiter, conhecido pelas tempestades", reforçou Baines.

A pesquisa descobriu que as partículas que formam as nuvens no topo da tempestade são compostas de três substâncias: gelo de água, gelo de amônia e uma terceira substância que possivelmente é hidrosuslfeto de amônia.
G1 SP
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