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Bloodhound: inglês é um dos concorrentes ao título de carro mais rápido da história
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O carro que você usa não deve acelerar de 0 a 100 km/h em menos de 10
segundos. Mas, ao redor do planeta, equipes de cientistas, físicos,
engenheiros e pilotos quebram a cabeça para descobrir como ir de 0 a
1.600 km/h em até 20 segundos. É a corrida para construir o carro mais
rápido do mundo, que deve ter seu ápice em 2013. O objetivo é quebrar o
recorde de 1.227,986 km/h, de 1997, do inglês Andy Green dirigindo o
ThrustSSC, o primeiro carro supersônico da história.
Atualmente, pelo menos seis equipes estão na disputa, representando
Inglaterra, Estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia. Três delas estão
avançadas nos testes e podem chegar ao recorde já no próximo ano. As
outras ainda estão em fases iniciais e só devem colocar os carros na
pista em cinco ou seis anos.
Os ingleses da Bloodhound SSC contam com a experiência de Green e de
outro ex-recordista, Richard Noble (1.019 km/h em 1983), englobando um
projeto ligado a divulgação de conhecimento. Os australianos da Aussie
Invader 5R já fizeram uma tentativa, nos anos 90, e voltam agora com seu
terceiro modelo, apostando na experiência de Rosco McGlashan,
recordista do kart mais rápido da história (407 km/h). Já os
norte-americanos da North American Eagle, comandados por Ed Shaddle,
estão há dez anos tentando chegar ao recorde.
“A corrida pelo recorde de carro mais rápido do mundo está vivendo uma
verdadeira ‘Era de Ouro’, com tantas pessoas tentando fazer um carro
andando a 1.000 milhas por hora. O melhor do nosso esporte é que não
estamos limitados por regras como, por exemplo, a Fórmula 1, em que a
tecnologia é guardada a sete chaves pelas equipes e, mesmo assim, todos
os carros são iguais. Aqui, os caminhos usados podem ser diferentes e,
por isso mesmo, as soluções são diferentes. Quanto mais gente buscar o
recorde, mais a tecnologia vai evoluir. E todo o mundo vai se
beneficiar”, comemora o piloto do Bloodhound e atual recordista, Andy
Green.
Apesar dessa busca por soluções diferentes, todas as equipes usam,
basicamente, os mesmos princípios. A velocidade desejada é de 1.000
milhas por horas, pouco mais de 1.600 km/h. Para isso, os carros são
empurrados por grandes turbinas, como as usadas em jatos supersônicos ou
foguetes espaciais. O formato e as dimensões também são parecidos, com
carros longos, de 14 a 18 metros, e finos, lembrando os aviões a jato
(um deles, inclusive, usa um avião com asas cortadas). O peso também
varia, de 5,8 toneladas do American Eagle a 9,4 toneladas do Aussie
Invader 5R (com o tanque cheio).
Para suportar peso e, principalmente, velocidade, as rodas são um
capítulo a parte. Nada de borracha como nos veículos comuns: os carros
supersônicos usam peças de liga metálica feitas sob medida, para manter a
forma mesmo acima dos 1.000 km/h. Já a fuselagem é de fibra de carbono,
o mesmo material usado na Fórmula 1, e ligas metálicas, dependendo da
área.
As particularidades, porém, são muito mais interessantes.
Redação com UOL

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