Bom dia Brasil:
MINAS GERAIS - Um trote de calouros provocou polêmica na Universidade Federal de Minas Gerais. A direção da Faculdade de Direito abriu uma investigação interna e os alunos protestaram.
A manifestação foi motivada por um trote de estudantes. As fotos que circulam na internet mostram uma caloura pintada de preto. A corrente amarrada às mãos é puxada por um veterano. O cartaz diz que ela é Chica da Silva, uma escrava que viveu em Diamantina.
Outra foto mostra um calouro amarrado, enquanto quatro estudantes estendem o braço, lembrando a saudação nazista. O trote para recepcionar os novos alunos foi na sexta-feira, no prédio da Faculdade de Direito da UFMG.
“Foi um trote racista, machista e sexista. A gente acredita que qualquer tipo de atitude dessa não pode acontecer dentro da faculdade ou da universidade”, afirma Caio Climaco, coordenador administrativo financeiro do DCE.
A direção da Faculdade de Direito formou uma comissão que tem 30 dias para apurar o que aconteceu no trote e quem são os envolvidos. Os alunos poderão ser advertidos, suspensos ou até desligados da universidade.
No início do semestre, a UFMG enviou e-mails aos alunos informando que trote não é legal. O regimento interno proíbe violência ou ofensas contra professores, funcionários ou alunos.
“Os trotes são proibidos dentro da instituição há muito tempo, porque eles geram um constrangimento aos novos estudantes. E qualquer tipo de opressão ou agressão é condenado pela instituição”, afirma a vice-reitora Rocksane de Carvalho Norton.
Alunos dizem que os trotes são de conhecimento da diretoria da Faculdade de Direito. “Todos semestre tem algum problema decorrente do trote. Acho que agora é a hora da faculdade se posicionar definitivamente e não permitir que isso aconteça mais”, diz Tais Lopes.

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