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ISRAEL - O presidente Barack Obama chegou a Israel nesta quarta-feira (20) e ressaltou os laços entre os EUA e o seu aliado no Oriente Médio. Ele afirmou que escolheu Israel como sua primeira viagem internacional do segundo mandato para reafirmar seu compromisso com a segurança do Estado judeu.
Obama disse também que Israel é o "aliado mais forte e o maior amigo" dos EUA. Em uma referência velada às tensões e mudanças de regimes na região, ele acrescentou: "Os ventos da mudança trazem promessas e perigos".
O presidente israelense Shimon Peres deu boas vindas a Obama, declarando que um "mundo sem a liderança americana, sem a sua voz moral, seria um mundo mais obscuro. Um mundo sem a sua amizade, seria um convite à agressão contra Irael".
A viagem de Obama é sua primeira ao país - e somente a segunda ao Oriente Médio - desde que se tornou presidente. Ele também fará suas primeiras viagens como presidente aos territórios palestinos e à Jordânia nesta semana. Mas em um itinerário mais carregado de simbolismos do que de substância, a guerra na Síria e a ambição nuclear iraniana serão os principais focos de Obama.
Obama chega à região em meio a novas questões sobre a possibilidade de o regime sírio estar usando armas químicas. Mesmo antes de deixar o aeroporto de Tel Aviv, Obama deu sinais de um vivo compromisso dos EUA com a segurança de Israel ao ver os mísseis que fazem parte da defesa de Israel de ataques inimigos. Os EUA investiram milhões de dólares no desenvolvimento do sistema em Israel.
Obama e o premiê israelense Benjamin Netanyahu também conversaram com soldados que operam o sistema. Ao chegar em Tel Aviv Obama brincou com Netanyahu dizendo que ele "estava fugindo do Congresso".
Após a chegada ao aeroporto, Obama foi a Jerusalém para se encontrar com líderes israelenses.
Em seu primeiro mandato, Obama e Netanyahu discutiram devido ao processo de paz com a Palestina. Apesar das garantias públicas de que as relações bilaterais, apesar das discordâncias, permaneciam sólidas, o presidente teve que lidar por quatro anos com críticas vindas de defensores de Israel e conservadores, que diziam que Obama não fazia o suficiente para apoiar a única democracia estável do Oriente Médio, cuja existência estava sob ameaça.
A parte principal da primeira parte da viagem será um discurso que Obama fará em uma universidade israelense na quinta-feira, durante o qual é esperado que o presidente renove as garantias de apoio a Israel enquanto busca conter as ameaças do Irã.
Antes da chegada de Obama, Yuval Steinitz, ministro israelense, disse que estava "aparentemente claro" que armas químicas foram usadas recentemente na Síria, e que o suposto ataque seria o principal tema de uma conversa com o presidente. O gabinete de Obama afirmou na terça que não possuia nenhuma evidência de que os rebeldes eram responsáveis pelos ataques.
Obama declarara anteriormente que, se Síria usasse armas químicas cruzaria uma "linha vermelha" , que poderia levar à intervenção militar dos EUA.
Com AP

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