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10 de set. de 2014

Dívidas atingem 167 mil famílias em João Pessoa

João Pessoa tem uma das maiores taxas de famílias endividadas em relação à sua população e o segundo valor médio de dívidas de acordo com a renda. Segundo o estudo Radiografia do Endividamento das Famílias Brasileiras, da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP), 75% das famílias pessoenses tinham alguma dívida até o final de 2013 – período de recorte do estudo – totalizando 167.290 famílias. É a maior taxa de endividamento do Nordeste e a sexta maior do país, atrás apenas de Curitiba (87%), Florianópolis (86%), Brasília (84%), Belém (78%) e Palmas (78%).

É a maior quantidade de famílias endividadas desde 2010 em João Pessoa, tanto em valores absolutos quanto percentuais. Em 2010 eram 164.111 famílias com dívidas; no ano seguinte houve uma queda para 156.587, quantidade que se manteve no mesmo patamar em 2012. Em 2011, 73% das famílias tinham dívidas contraídas, número que caiu para 71% em 2012 e subiu quatro pontos no ano passado.

O valor médio das dívidas também é alto: R$ 1.863,00, um pouco acima da média nacional (R$ 1.840,00), e atrás apenas de Recife (PE) no Nordeste, cujas famílias tinham dívidas da ordem de R$ 2.175,00. Quando a dívida é confrontada com a renda média familiar, o estudo aponta que 44% da receita das famílias de João Pessoa é comprometida com dívidas, o maior percentual do Brasil – o máximo recomendado é 30%. O estudo considera não apenas as dívidas em atraso, mas todas as famílias com algum tipo de crédito ou financiamento, incluindo créditos imobiliários.

“São dívidas voluntárias. No estudo não consideramos, por exemplo, contas de água, luz e telefone, que são essenciais, mas aquelas dívidas de empréstimos junto aos bancos e crediários em lojas”, explica o assessor econômico da Fecomércio-SP, Fábio Pina.

Na comparação com 2012, houve aumentos significativos em todas as variáveis: o valor total da dívida das famílias registrou variação de 27,7%, passando de R$ 243,9 milhões em 2012 para R$ 311,6 milhões no ano passado. O impacto das dívidas sobre a renda evoluiu de 37% para 44%, enquanto o número total de famílias endividadas aumentou 7%. Com isso, subiu também – a patamares significativos – o total das famílias com dívidas em atraso: em 2012 eram 18%, passou para 24% em 2013.

CONSUMO REPRIMIDO
“O mercado de crédito já é tradicional em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, de forma que o crescimento do crédito e das dívidas nessas cidades é vegetativa. Nas capitais das regiões Norte e Nordeste, ao contrário, havia uma demanda reprimida”, detalha Pina. Na última década, o aumento do emprego e da renda nas regiões estimulou o desenvolvimento do mercado financeiro local. “Os moradores da região têm menos geladeiras, menos fogões, menos carros e mais interesse em tomar crédito. É uma nova fronteira para os bancos, novos mercados a serem explorados, enquanto as grandes metrópoles estão esgotadas”, afirma.

JP Online

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