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22 de nov. de 2017

Ai eu pergunto: HRP tenho que morrer para poder operar?

Durante esses dois dias de terça-feira 21 e quarta-feira 22 de Novembro deste, talvez até dia 23 tenho que viver essa triste experiência de estar em um hospital público no estilo HRP.

Eu sou do tipo que haja o que houver prefiro ficar em casa, por saúde só vou no hospital se for a última coisa a fazer. 

E aqui começa nossa história , a mais de 9 dias meu irmão de criação, José Oziel Santos, de 15 anos, da Cidade de Desterro PB,  começou a sentir dores intestino passando a ter falta de apetite, vômitos, diarreia, febres de até 38ºC em seguida começou a ter dificuldades para urinar devido as dores. Chegando assim o caso de leva-lo ao hospital, por duas vezes estivemos na unidade de saúde das Malvinas em Desterro e por duas vezes o médico passou o mesmo medicamento, com aqueles procedimentos de "Postinho" que é.

Não obtendo resultados nem melhoras no quadro do paciente Oziel, o encaminhamos para o hospital de Taperoá, lá pela primeira vez foi solicitado um exame de sangue e de urina e realizado no mesmo local, no exame de sangue alteração no sangue e o exame de urina onde não constatou nada além do princípio de infecção urinária, consequência do que é realmente o afligia.

Em busca busca de soluções procuramos uma clínica particular para que um médico a área gastrointestinal pudesse avaliar o mesmo, em uma simples análise do paciente e aplicação de um questionário bem profundo sobre os sintomas de Oziel, o médico chegou à conclusão que o seu problema era simplesmente apêndice que estava muito inflamada. Este procedeu com o encaminhamento para o Hospital Regional de Patos, onde por escrito destacou a urgência do processo de Cirurgia. 

Hoje faz 2 dias perambulamos em busca de soluções, como a requisição foi que o paciente fosse para a lua vermelha devido a gravidade do caso José Oziel Santos de 15 anos deu entrada naquele hospital na manhã deste dia 21/11, os primeiros procedimentos foi à coleta de sangue para exame em seguida uma ultrassom. No exame de sangue constatou que realmente havia uma alteração no sangue do paciente já outra som o médico informou que não ficou Claro o problema da inflamação na apêndice do paciente. 

E hoje 22/11 novos exames de sangue foi feito e não mais ultrasom porque não sabemos, mas ouvi de funcionários que a máquina está quebrada!  Alem destes foram pedidos outra serie de exames a maioria pagos pela família do paciente porque o hospital não disponibiliza estes serviços. A falta de vergonha e a humilhação do nosso serviço público começa aqui.

Depois de passar esse tempo todo de fazer todos os procedimentos de fazer até procedimento pré- operatório passando fome e sede como é exigido, para chegar o médico e simplesmente dizer que a barriga do paciente não está grande, não está inchada  suficiente. Só lembrando que o paciente já está a mais de 9 dias sem se alimentar e com as contrações das dores e dos vômitos durante todo esse tempo. 

Ai eu pergunto: HRP tem que morrer para poder operar? A barriga tem que esta em dias de estourar podre?  Porque se diante de tudo isso não tiver conclusões de que há uma necessidade para um procedimento cirúrgico então é esperar morrer. 

Porque se não ver na ultrassom, solicite a tomografia,  se na tomografia não ver, abra o paciente e veja com os próprios olhos, o que não pode é esse joga pra qui joga pra lá!

O que menos me orgulha nesse Brasil é justamente isso, a falta de interesse, a falta de vontade, a falta de compromisso das pessoas em garantir a saúde, educação, a qualidade de vida para as pessoas.O que não falta mesmo é a vontade de Ganhar R$. 

Espero aqui uma resposta do HRP uma resposta do médico, não só para mim mas para a sociedade, eu também me solidarizo com os outros pacientes que vi durante dois dias que estive no hospital a mercê dá sorte, à mercê da morte! Uma morte que vem escolher quem levar naquela fila, naquele leito.

Guardamos e reservamos o direito de Resposta, como também o direito ao contraditório.

Redação Desterro1
Foto: Paciente Oziel Santos, 15 anos, Desterro-PB, Reprodução Autorizada pela família. 

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