Mostrando postagens com marcador Brasilia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Brasilia. Mostrar todas as postagens

11 de ago de 2017

Comissão da Câmara aprova Distritão para eleições de 2018 e 2020

| |
0 comentários
A comissão especial da Câmara que analisa a reforma política aprovou na madrugada de hoje (10) um destaque que modificou o texto-base aprovado na noite de ontem (9) da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 77/03 e alterou o sistema eleitoral para as eleições de 2018 e 2020, que passará a ser feita pelo chamado distritão. Por esse sistema, serão eleitos os candidatos mais votados para o Legislativo, sem levar em conta os votos recebidos pelo conjunto dos candidatos do partido, como é o sistema proporcional adotado atualmente.

O texto apresentado originalmente pelo deputado Vicente Candido (PT-SP), mantinha o sistema eleitoral atual para 2018 e 2020 e estabelecia que o sistema de voto distrital misto, que combina voto majoritário e em lista preordenada, deve ser regulamentado pelo Congresso em 2019 e, se regulamentado, passa a valer para as eleições de 2022.

A mudança foi aprovada por 17 votos a 15, em destaque do PMDB, com apoio das bancadas do DEM, do PSDB, do PSD e do PP e o distritão seria um modelo de transição ao distrital misto, que valeria a partir de 2022, mantendo a necessidade de regulamentação pelo Congresso.

“Nós precisamos de um tempo para montar a distribuição dos distritos no Brasil. E o ‘distritão’ caminha para esse novo sistema, quebrando com o sistema proporcional que gerou um desgaste enorme até hoje”, disse o deputado Celso Pansera (PMDB-RJ).

O deputado Marcus Pestana (PSDB-MG) considera a mudança de modelo na votação para o Legislativo essencial. “O modelo atual está esgotado. Não dá para fingir que está tudo bem e continuar com o sistema atual, vamos de ‘distritão’ na transição para um sistema misto mais elaborado e transparente a partir de 2022”, disse.

Oposição
A deputada Maria do Rosário (PT-RS) considerou o distritão “um modelo elitista, no qual prepondera a presença individual, quando o Parlamento é, por natureza, coletivo na sua atribuição”.

O líder da Rede, deputado Alessandro Molon (RJ), argumentou que nada impede que a transição seja o modelo proporcional. “Não é verdade que adotar o distritão seja uma transição, o maior risco é que se torne permanente com a eleição de um Congresso em 2018 completamente diferente do atual e que dificilmente vai regulamentar o distrital misto”, disse.

O presidente da comissão que analisa a proposta, deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), adiou a votação dos destaques de bancada que ainda não foram analisados para as 10 h desta quinta-feira.

Fonte: Com Agência Brasil
Leia tudo

26 de ago de 2016

Randolfe desmascara a segunda testemunha dos golpistas; Antônio Carlos D’Ávila ajudou a elaborar a representação que iria julgar

| |
0 comentários
O senador Randolfe Rodrigues (REDE-AP) encurralou a segunda testemunha de acusação contra a presidenta Dilma Rousseff. Ele escancarou a parcialidade de Antônio Carlos D’Ávila Carvalho, ex-auditor de controle externo do Tribunal de Contas da União (TCU) — o mesmo que em depoimento à Comissão Especial do Impeachment (CEI), em 8 de junho passado, disse ter sentido “um frio na barriga” ao constatar irregularidades que teriam sido cometidas pelo governo Dilma Rousseff. A essas irregularidades ele deu o nome de “pedaladas fiscais”.

O que Randolfe revelou ao plenário do Senado, porém, é bem diferente: D’Ávila, encarregado de dar o parecer sobre a representação feita pelo procurador Júlio Marcelo, auxiliou a elaboração dessa mesma representação. Durante a oitiva da testemunha, no julgamento do impeachment, na noite desta quinta-feira (25), o senador pôs a nu a clara trama que levou à elaboração da peça construída pelo procurador do Ministério Público de Contas do TCU.

D’Ávila admitiu que Júlio Marcelo pediu seu auxílio na construção do que se transformou na principal peça de acusação contra a presidenta Dilma – a representação do TCU. “Conversei com ele, passei a ele alguns conceitos, Auxiliei sim”, confessou.

Aí estava caracterizada a estranha “coincidência”. Ele auxiliou na elaboração de um processo que, estranhamente, depois foi enviado justamente à área do TCU onde ele atuava. “Coincidentemente”, como anotou Randolfe, a representação caiu exatamente com D’Ávila para que ele desse o parecer.

“Embora o processo apresentado por Júlio Marcelo devesse ter sido distribuído para a Secretaria da Fazenda do TCU, estranhamente foi distribuído para a Semag (Secretaria de Macroavaliação Governamental) onde atuava quem? O doutor Antônio Carlos D’Ávila”, disse um atônito Randolfe.

“A testemunha admitiu aqui que subsidiou a representação. A mesma que foi julgada por ele”!, prosseguiu. Ao lado, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) parecia não acreditar.

“A distribuição do processo no TCU foi feita para assegurar que a representação caísse justamente nas mãos de D’Ávila e não para a secretaria de origem”, concluiu.
Confrontado, D’Ávila Carvalho disse que não havia nada de estranho ou irregular em sua conduta. “Eu poderia ter representado; e não há nada de não republicano na minha conduta”, esquivou-se.

Cardozo: “Fraude que colocou o País em cheque”

O advogado de defesa da presidenta Dilma Rousseff declarou-se “estarrecido” com a conduta combinada dos dois servidores públicos. Afinal, o Ministério Público — que é parte no processo— pedir ajuda para elaborar uma peça justamente à autoridade que vai avaliar e dar parecer sobre essa peça “é o mesmo que um advogado pedir para um juiz que vai julgar um processo para ajudar na elaboração da petição inicial”.

Ele destacou que a conduta de D’Ávila e Júlio Marcelo fere os artigos 5º, 13º e 14º do Código de Ética do Tribunal de Contas, além da ação de Júlio Marcelo estar em desacordo com a Lei 8.112, que rege o funcionalismo público. Ele solicitou ao ministro Lewandowski, em caráter de urgência, as atas e notas taquigráficas da sessão para tomar as providências disciplinares e tipificadas cabíveis.

“Juntos, eles formularam a tese das pedaladas, da operação de crédito que não houve. A tese fabricada para condenar Dilma. Formularam a fraude que colocou o Brasil em cheque”, denunciou.


do PT no Senado, sugestão de Aton Fon Filho
Giselle Chassot, Cyntia Campos e Catharine Rocha
Leia tudo

3 de jun de 2016

Governo escancara cofres para as corporações

| |
0 comentários
No início da noite de quarta-feira (1º), oito deputados do PSDB reuniram-se com o ministro Henrique Meirelles (Fazenda). Atônitos, queriam entender um paradoxo. Uma semana depois de arrancar do Congresso autorização para fechar suas contas em 2016 com um rombo de R$ 170,5 bilhões, o governo havia autorizado seus apoiadores na Câmara a aprovar um megapacote bilionário de reajustes salariais e benefícios para corporações de servidores públicos. Indagado a respeito, Meirelles atribuiu o contrassenso ao Planalto. Michel Temer avalizara a aprovação de projetos que Dilma Rousseff represava desde 2015.

O clima de ‘liberou-geral’ resultou num surto corporativo que manteve as fornalhas do plenário da Câmara acesas até as 2h47 da madrugada desta quinta-feira (2). Os deputados aprovaram 14 projetos de lei. Juntos, somavam 370 páginas. Continham bondades destinadas a 38 carreiras do Estado —de ministros do STF a funcionários do Ibama. Tudo foi decidido a toque de caixa, em votações simbólicas. Os deputados apenas levantaram ou abaixaram a mão para mostrar que a turma do “sim” era maioria esmagadora.

Leia tudo

1 de jun de 2016

Depoimento de sócio da OAS trava negociações ao inocentar Lula

| |
0 comentários
O depoimento do ex-presidente e sócio da OAS, Léo Pinheiro, travou as negociações do acordo de delação premiada.

Segundo o empreiteiro, as obras que a OAS fez no apartamento tríplex do Guarujá (SP) e no sítio de Atibaia (SP) foram uma forma da empresa agradar a Lula, e não contrapartidas a algum benefício que o grupo tenha recebido.

A freada ocorre no momento em que OAS e Odebrecht disputam uma corrida para selar o acordo de delação.

Leia tudo

12 de mai de 2016

Michel Temer é notificado que se tornou presidente e anuncia ministério

| |
0 comentários
Logo após ter sido notificado da decisão do Senado Federal, que aprovou na manhã desta quinta-feira (12), a abertura de processo de impeachment e o afastamento por até 180 dias de Dilma Rousseff da Presidência da República, a assessoria do vice-presidente Michel Temer anunciou os nomes dos ministros que integrarão o ministério do novo governo.

Até a última atualização desta reportagem, dois ministérios (Integração Nacional e Minas e Emergia) ainda não tinha os nomes dos ocupantes definidos. O PMDB deverá ficar com uma dessas duas pastas e o PSB com outra.

Confira abaixo a relação dos novos ministros.
Leia tudo

3 de dez de 2015

Em dia de ressaca, Brasília segue atrás de estratégias em torno de Dilma e Cunha

| |
0 comentários

Governo e PT têm reuniões logo pela manhã para avaliar o tamanho do problema depois de o presidente da Câmara anunciar que aceitou o pedido de impeachment de Dilma. 

Horas depois de Eduardo Cunha (PMDB) declarar abertamente guerra ao governo e aceitar o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), a quinta-feira (3) amanhece com parlamentares, caciques do governo e advogados mergulhados no regimento da Câmara dos Deputados.

De um lado, oposicionistas tentam dar sustentação à decisão de Cunha de abrir o processo para tirar Dilma do Palácio do Planalto. De outro, governistas correm para desarmar a bomba preparada pelo presidente da Casa.

Os partidos têm como missão buscar mais clareza sobre a tramitação da admissibilidade que Cunha fez nesta quarta-feria. É preciso entender melhor questões como prazos, indicação de nomes e possíveis ilegalidades do ato do presidente da Câmara. 

O dia político começa com uma reunião com deputados do PT. A partir das 9 horas, os parlamentares discutem quem deve representar o partido na Comissão Especial que vai avaliar o pedido de impeachment. Internamente, o rompimento com Eduardo Cunha foi bem avaliado pela maioria. O parlamentar e o partido vinham barganhando apoios – a legenda tentava que Cunha barrasse os pedidos de impeachment de Dilma, enquanto o peemedebista buscava apoio para afastar o risco de cassação. "Enfrentar o impeachment com um presidente da Câmara enfraquecido como ele [Cunha] será muito melhor", avalia uma das lideranças petistas.

Outros partidos, como a Rede, o PSDB, PSB, DEM e PCdoB, farão encontros semelhantes para definir os nomes e a estratégia para as próximas horas e dias.

A partir das 10h30, os líderes da base na Câmara vão se encontrar com os ministros Ricardo Berzoini, da Secretaria de Governo, e Jaques Wagner, da Casa Civil.

Já Cunha deve se reunir às 11h30 com os líderes partidários para a análise da tramitação do processo e a avaliação dos próximos passos.

Passo a passo
A previsão é que a denúncia contra Dilma seja lida em Plenário ainda nesta quinta-feira, a partir das 14h, durante sessão ordinária. O documento apresentado pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr. e Janaína Paschoal terá que ser lido juntamente com a decisão de Cunha. Neste ato será criada a Comissão Especial. 

O processo deverá ser demorado. Toda a documentação sobre o processo de impeachment, com cerca de 2 mil páginas, tem que ser lida no plenário.

A Comissão Especial será formada proporcionalmente de acordo com o tamanho das bancadas. Serão 66 titulares e 66 suplentes indicados pelos líderes. Ainda será definido se haverá a participação de todos os partidos.

Segundo o regimento da Câmara, a Comissão tem 48 horas para eleger o presidente e o relator. A interpretação é distinta quanto a forma como o tempo será contado. No caso do ex-presidente Fernando Collor de Mello, a contagem foi em horas, inclusive em finais de semana. Este é um dos pontos controversos, segundo uma parlamentar da base-aliada. "Se a Comissão não está constituída como pode ser eleito o presidente?", questiona.

Dilma será notificada e terá dez sessões para apresentar defesa. O processo pode ser acelerado, já que as sessões na Câmara, que normalmente acontecem de terça-feira a quinta-feira, devido ao baixo quórum, poderão ocorrer todos os dias, o que permitiria a conclusão do processo em duas semanas. 

Já o relator da Comissão terá de emitir um parecer em até cinco sessões, que será lido na Câmara e publicado. Sua conclusão será pelo deferimento ou indeferimento do pedido de autorização. A Comissão votará o parecer. Após 48 horas da sua publicação, o parecer será incluído na Ordem do Dia da sessão seguinte. O parecer é discutido e votado pelo Plenário da Câmara. O processo de impeachment só pode ser aberto com o voto favorável de dois terços (342 deputados). A partir daí o processo é oficialmente iniciado. 


Dilma deve se afastar da Presidência da República por 180 dias. Quem assume no seu lugar é Michel Temer, o vice (do PMDB, o mesmo partido de Cunha). Se o julgamento não estiver concluído depois dos 180 dias, o afastamento de Dilma é suspenso, sem prejuízo do regular prosseguimento do processo.

A partir daí o trâmite é no Senado, que receberá a autorização da Câmara para instauração do processo. O documento será lido na sessão seguinte. Na mesma sessão em for feita a leitura, será eleita comissão, constituída por um quarto da composição do Senado, obedecida a proporcionalidade das representações partidárias ou dos blocos parlamentares. Lembrando que o PT não vive uma boa fase também no Senado. Na semana passada o líder do partido na Casa, Delcídio do Amaral, foi preso sob a acusação de atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato.

A comissão encerra seu trabalho com o fornecimento do pedido de requerimento. É marcado o dia e a hora para o julgamento, presidido pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski. Dilma terá de ir ao Senado para o julgamento. A maioria para a provar o impeachment é de dois terços, ou 54 senadores.

Argumentos de Cunha
Durante a entrevista coletiva da quarta-feira (2), Cunha disse ter rejeitado o primeiro pedido de afastamento de Dilma apresentado pelo ex-deputado e fundador do PT Hélio Bicudo porque os argumentos referiam-se a fatos ocorridos em 2014, no mandato anterior da presidente. Já o segundo pedido, disse Cunha, aborda fatos relativos a este ano.

Cunha disse ter refutado a argumentação de 2014, “mas a de 2015 inclui a edição de decretos sem números no montante de R$ 2,5 bilhões, que foram editados em descumprimento à Lei Orçamentária, afrontado a Lei 1079 no seu artigo 10º parágrafo 4º e 6º. Consequentemente, mesmo aprovado e sancionado, o PLN 5 não supre a irregularidade de ter sido editada a norma em afronta à Lei Orçamentária.”

O presidente da Câmara é investigado pelo Conselho de Ética da Casa sob suspeita de ter mentido a respeito de uma conta bancária no exterior. Um grupo de deputados da oposição recorreu à Procuradoria Geral da República (PGR) para pedir o afastamento do parlamentar do PMDB sob o argumento de que ele está dificultando o trabalho do conselho. Nas últimas semanas, o PSDB, o DEM e, mais recentemente, o PT, desistiram de apoiar Cunha, que pode ser cassado.
Leia tudo

16 de out de 2015

Passaporte e assinatura comprovam contas de Eduardo Cunha na Suíça

| |
0 comentários
Cópias do passaporte, da assinatura e de dados pessoais do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), enviados pelas autoridades da Suíça à Procuradoria Geral da República (PGR) comprovam contas bancárias secretas do deputado, da mulher e da filha dele no país europeu.
A TV Globo teve acesso com exclusividade à documentação encaminhada pelo Ministério Público suíço ao Brasil – por meio de 35 arquivos –, na qual, além da reprodução do passaporte e do visto norte-americano de Cunha, constam nome completo, data de nascimento e endereço dele em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

Os documentos enviados pelo MP suíço mostram o caminho do dinheiro repassado a contas bancárias atribuídas ao presidente da Câmara dos Deputados e familiares.
No total, as contas de Cunha na Suíça, indicam as investigações, receberam nos últimos anos depósitos de US$ 4.831.711,44 e 1.311.700 francos suíços, equivalentes a cerca de R$ 23,8 milhões, segundo a cotação desta sexta-feira (16).

Os investigadores da PGR dizem que os documentos pessoais de Eduardo Cunha enviados pelo procuradores suíços (cópias de passaporte, comprovantes de endereço no Rio de Janeiro e assinaturas) comprovam que ele era o beneficiário dessas contas.
Em uma das contas atribuídas ao presidente da Câmara na Suíça, em nome da offshore Triumph SP – constituída em Edimburgo, na Escócia –, há uma cópia do passaporte de Cunha. A Triumph, ressalta o Ministério Público, é uma empresa de trust utilizada para fazer a custódia e a administração dos bens, interesses e dinheiro do presidente da Câmara.
Em outro documento, que autoriza investimentos vinculados à conta bancária, aparece uma assinatura semelhante à registrada no passaporte do peemedebista.

Ao banco suíço Julius Baer (antigo Merrill Lynch Bank), mostram os documentos, o presidente da Câmara solicitou que as correspondências relacionadas à conta da offshore Orion não fossem enviadas ao Brasil, e sim aos Estados Unidos, em um endereço de Nova York. Ele justificou o pedido alegando que "mora em um país onde os serviços postais não são seguros".

No formulário chamado de Know your Customer (Conheça seu Cliente), o funcionário do banco que preencheu o documento esclareceu que o beneficiário efetivo – a pessoa responsável pelo controle da conta – era Eduardo Cunha (veja o documento acima).

Na noite desta quinta-feira (15), o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a abertura de um novo inquérito para investigar Cunha. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, quer apurar suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro em razão das quatro contas na Suíça atribuídas ao parlamentar do PMDB.

A Procuradoria Geral da República informou nesta sexta-feira (16) haver “indícios suficientes” de que as contas do presidente da Câmara no exterior são “produto de crime" e pediu o bloqueio e o sequestro do dinheiro depositado. Segundo a PGR, entre 2002 e 2014, a evolução patrimonial de Cunha foi de 214%.

O caminho da propina
As investigações indicam que Cunha manteve quatro contas bancárias na Suíça, abertas entre 2007 e 2008. Dessas, duas teriam sido fechadas pelo deputado no ano passado, em abril e maio.
As outras duas contas, com saldo de 2,4 milhões de francos suíços (cerca de US$ 2,4 milhões ou R$ 9,3 milhões), foram bloqueadas pelo Ministério Público daquele país.
Neste ano, em depoimento à CPI da Petrobras, ele afirmou que não tem contas no exterior.

De acordo com as investigações, parte do dinheiro teria sido pago a Cunha como propina por contrato fechado entre a Petrobras e a empresa Companie Beninoise des Hydrocarbures Sarl, em Benin, na África.

O empresário Idalecio de Oliveira era proprietário de um campo de petróleo em Benin e, segundo documentos, fez um contrato de US$ 34,5 milhões com a Petrobras para exploração dessa área.
De acordo com os investigadores, o engenheiro João Augusto Rezende Henriques, apontado pela força-tarefa da Operação Lava Jato como um dos operadores do PMDB, recebeu em maio de 2011 da Lusitania Petroleum Ltd – cujo titular é Idalecio de Oliveira – US$ 10 milhões como “taxa de sucesso” pelo negócio fechado pela Petrobras em Benin.

Entre maio e junho de 2011, Henriques fez depósitos no valor total de 1,31 milhão de francos suíços (cerca de R$ 5 milhões) para a offshore Orion SP, com conta registrada no banco Julius Baer, na Suíça.

Em depoimento a investigadores da Operação Lava Jato no Paraná, Henriques disse que não sabia quem era o destinatário do dinheiro, mas afirmou que fez o depósito a pedido de Felipe Diniz, filho do ex-deputado Fernando Diniz (PMDB-MG).

Segundo investigadores com acesso às informações, o titular da offshore era, à época dos depósitos em 2011, o presidente da Câmara. De acordo com os dados suíços, essa conta foi aberta em 20 de junho de 2008 e encerrada em 23 de abril de 2014.

G1
Leia tudo

20 de ago de 2015

Apenas dois paraibanos votaram contra a maioridade; confira os votos da bancada

| |
0 comentários
Deputados comemoram aprovação da PEC em 2º turno.
Texto seguirá para o Senado (Crédito: Luis
Macedo/Câmara dos Deputados)
Câmara aprovou em 2º turno a redução da maioridade penal para 16 anos. Redução só vale para crime hediondo, homicídio doloso e lesão com morte. Proposta agora segue para o Senado, onde passará por duas votações.

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (19) em segundo turno, por 320 votos a favor, 152 contra e 1 abstenção, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que reduz maioridade idade penal de 18 para 16 anos no caso de crimes de homicídio doloso, lesão corporal seguida de morte e crimes hediondos, como o estupro. O texto segue agora para o Senado, onde precisará passar por duas votações para ser promulgado. 

Dos 12 deputados que compõem a bancada da Paraíba na Câmara Federal, 10 votaram a favor da matéria e apenas dois se posicionaram contra. Confira abaixo voto a voto:

Aguinaldo Ribeiro (PP) – Sim
Benjamin Maranhão (SD) - Sim
Damião Feliciano (PDT) – Não
Efraim Filho (Democratas) – Sim
Hugo Motta (PMDB) – Sim
Luiz Couto (PT) – Não
Manoel Junior (PMDB) - Sim
Pedro Cunha Lima (PSDB) - Sim
Rômulo Gouveia (PSD) – Sim
Veneziano Vital do Rêgo (PMDB) - Sim
Wellington Roberto (PR) –Sim
Wilson Filho (PMDB) - Sim

Pela proposta aprovada pela Câmara, os jovens de 16 e 17 anos terão que cumprir a pena em estabelecimento penal separado dos menores de 16 e maiores de 18. Após completar 18 anos, eles irão para presídios comuns. A votação ocorreu sem a presença de manifestantes no Salão Verde e com as galerias do plenário vazias.


Ângelo Medeiros
Leia tudo

27 de mai de 2015

Câmara rejeita "Distrital misto" nas eleições

| |
0 comentários
Foram 99 votos a favor do distrital misto, 369 votos contrários à adoção do sistema no processo eleitoral brasileiro. 
Na segunda votação da noite de hoje, da proposta de emenda à Constituição (PEC) da reforma política, os deputados rejeitaram a proposta do sistema distrital misto para as eleições de vereadores, deputados estaduais e federais.

Foram 99 votos a favor do distrital misto, 369 votos contrários à adoção do sistema no processo eleitoral brasileiro e duas abstenções. Com a rejeição desse dispositivo, os deputados começaram a debater o sistema denominado de distritão. 

Para que seja aprovado o distritão, são necessários os votos favoráveis de no mínimo 308 deputados, na votação de hoje e em uma votação em segundo turno da PEC.

O sistema distritão vem sendo defendido pelo presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pela bancada do seu partido e por outras bancadas. O PT, que tem a maior bancada na Câmara, é totalmente contrário à adoção do distritão.

O sistema estabelece que serão eleitos os candidatos mais votados na circunscrição eleitoral, na ordem da votação nominal que cada um tenha recebido. O sistema se destina à eleição de vereadores, deputados estaduais e federais serão eleitos.

Último Segundo
Leia tudo

22 de abr de 2015

Lira recebe prefeitos da Paraíba e adianta projetos em favor das duas cidades

| |
0 comentários
O senador Raimundo Lira (PMDB-PB) recebeu na noite dessa quarta-feira (15) no seu gabinete, em Brasília, os prefeitos Geraldo Terto da Silva – Léo de (Cacimbas) e Berguinho de (Itaporanga). Na oportunidade, o parlamentar se comprometeu em auxiliar os municípios em seus pleitos. Somente de março ao começo deste mês, Lira já recebeu prefeitos de oito municípios, além de uma caravana de vereadores e deputados.

Para o município de Cacimbas, Lira vai recomendar a execução do projeto de esgotamento sanitário apresentado pelo gestor municipal para a execução orçamentária de 2016. Na conversa com o gestor de Itaporanga, o senador saiu na defesa da inclusão do município no programa Praça da Juventude, do Ministério dos Esportes, para o qual a prefeitura já reservou o espaço de 10 hectares. O projeto objetiva levar equipamentos esportivos públicos e qualificados para a população.

Nas audiências com os dois gestores, o parlamentar ressaltou que conhece cada palmo da Paraíba e destacou a sua vontade política de contribuir para mudar a cara do seu estado, que tem grandes potencialidades e é, em sua opinião, uma terra de oportunidades. Ele também declarou que continuará defendendo os interesses dos municípios paraibanos e que as portas de seu gabinete estarão sempre abertas aos gestores.

Há poucos dias Lira também recepcionou em seu gabinete o prefeito de Bayeux, Expedito Pereira, e o prefeito de Bananeiras, Douglas Lucena que veio acompanhado do seu vice-prefeito Matheus Bezerra. Na ocasião, eles conversaram sobre uma ampla agenda em favor dos dois municípios e Lira se comprometeu em articular, junto ao governo federal, convênios para as duas cidades.

No caso de Bayeux, o senador se comprometeu em recomendar a inclusão da reforma do mercado da cidade ao Orçamento da União de 2016. Lira também se alinhou ao pleito do complexo da piscicultura de Bananeiras, cuja importância para economia regional será reiterada junto ao ministro da Pesca e Aquicultura, Helder Barbalho.

“Fomos bem recebidos pelo senador Raimundo Lira, para tratarmos de assuntos de interesses da população, a exemplo do complexo de piscicultura e da consolidação da emenda de bancada destinada a nosso município que trata de infraestrutura turística”, afirmou o vice-prefeito de Bananeiras que destacou estar confiante no atendimento dos pleitos junto ao senador paraibano.

Recentemente o senador paraibano também recebeu o prefeito Hildo Régis, de Alagoa Grande. Na reunião, ele se comprometeu em lutar para atender aos pleitos do município e reafirmou seu compromisso de trabalhar por Alagoa Grande e pelos demais municípios paraibanos, independentemente da cor partidária do gestor que estiver à frente da prefeitura.

Raimundo Lira lembrou que, nas audiências que tem mantido – em Brasília ou na Paraíba – com gestores municipais, tem ouvido a todos e recebido pleitos dos mais diversos, em favor dos paraibanos. Entre os pedidos, os mais unânimes tratam de medida para sanar a falta de recursos hídricos no estado e a melhoria da malha viária paraibana.

O peemedebista também recebeu em seu gabinete, há alguns dias, a prefeita Denise, o vice-prefeito Júnior Araújo e o ex-prefeito Carlos Antônio, do município de Cajazeiras. Onde se comprometeu destinar R$ 1 milhão para a Revitalização do Açude Grande e R$ 1 milhão para o IML de Cajazeiras. Ele também detalhou para a comitiva a lista de emendas que já apresentou em favor de cidades do Sertão Paraibano.

O senador também já se reuniu com o deputado estadual Ricardo Barbosa (PSB), com o deputado federal Veneziano Vital do Rego (PMDB-PB), dentre outras lideranças da política paraibana. Também recentemente ele esteve acompanhando o governador Ricardo Coutinho (PSB) em peregrinação por ministérios, para dar encaminhamento a projetos de interesse do Governo da Paraíba.

Olavo Silva
Leia tudo

28 de mar de 2015

A dieta da Esplanada dos Ministérios

| |
0 comentários
Duas semanas atrás, a ministra-chefe da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, Eleonora Menicucci, chega lépida para uma entrevista com internautas em Brasília. A diferença para a rechonchudinha que tomou posse em 2012 é gritante: a ministra está magérrima em seu terninho verde-claro. Eu não resisto.
O alto escalão de Brasília aderiu ao método criado pelo médico
argentino Máximo Ravenna, responsável por emagrecer
celebridades como o craque Diego Maradona.

– A senhora também entrou na tal dieta, foi?

– Entrei, não, eu sou a número 1. Emagreci 17 quilos. A presidenta Dilma é a segunda. Perdeu 13 quilos.

– E como é essa dieta, só pode comer carne?

– Imagina, sou vegetariana.

– Então por que tinha engordado assim?

– Você não sabe de qual tendência do PT eu sou?

– Não.

– Tendência à obesidade!

Menicucci, amiga de Dilma desde a época da ditadura, foi quem iniciou a presidenta na dieta que afinou meia Esplanada dos Ministérios. Uma tarde, ao receber a ministra em audiência no Palácio do Planalto, Dilma surpreendeu-se com a forma física da amiga.

– Você fez bariátrica?, perguntou.

Menicucci disse que não e contou do regime, que conheceu por meio da deputada federal petista Érika Kokay, essa sim, a “descobridora” por aquelas bandas do método criado pelo médico argentino Máximo Ravenna, responsável por emagrecer celebridades como o craque Diego Maradona. Isso foi no fim do ano passado. Em janeiro, na posse, Dilma tinha emagrecido um pouco para caber no vestido rendado que usou, mas ainda estava acima do peso. Recentemente, foi vista com a nova silhueta. Bem mais magra.

A tendência à obesidade, majoritária entre os petistas no governo, tem sofrido cortes tão severos quanto os que precisam ser feitos nos gastos públicos, segundo o ministro Joaquim Levy. E sem bisturi. O ministro José Eduardo Cardozo, da Justiça, outro que perdeu uma circunferência admirável nos últimos anos, diz ter igualado o recorde de Menicucci e enxugado 17 quilos. Ideli Salvatti, dos Direitos Humanos, que se submeteu a uma cirurgia bariátrica em 2009 e voltou a engordar, conta ter perdido 8 quilos com a Ravenna. Kátia Abreu, da Agricultura, e Gilberto Kassab, das Cidades, também aderiram.

Qual o segredo da dieta? Passar fome, muita fome. Seu criador promete (e cumpre) fazer o paciente perder 2 quilos por semana, mas é preciso conseguir sobreviver com apenas 600 calorias diárias nos três primeiros meses, divididas em quatro refeições – alguém com peso dentro do normal pode consumir, em média, 2 mil calorias por dia. Massas e bebidas alcoólicas estão terminantemente proibidas. Uma sopa de legumes antes das refeições é o truque para driblar o apetite. A máxima de Ravenna, que aos 66 anos se gaba de manter o mesmo peso de quando tinha 30: “Comer pouco deixa a mente despejada”. E haja autocontrole.

“Nos primeiros dias, eu queria matar alguém. Estava nervosa, estressada. Depois passou”, diz a ex-deputada petista Arlete Sampaio, uma das maiores entusiastas da dieta no partido. É interessante que quem adere à Ravenna se transforma em especialista. A ex-deputada me falou de coisas como “bioimpedância” (exame que mede a gordura corporal) e “metabolismo basal” com a desenvoltura de quem pede um aparte no plenário. “Quando a gente entra nos ‘enta’, vai perdendo massa magra. Eu sempre fui magra e engordei depois da menopausa. Com a dieta perdi 14 quilos”, conta.

Cardozo também ficou irritado nos primeiros dias. Mas, quando pergunto sobre o efeito das 600 escassas calorias sobre o proverbial mau humor da presidenta, um assessor ri. “Não deu nem para notar a diferença.” O que se comenta é que Dilma, com os quilos a menos, ficou algo mais leve. E começou a pegar no pé de todo mundo ao redor para que emagreça. “Mas, quando estava gordinha, ninguém podia falar nisso...”

Disciplinada, a presidenta faz os exercícios de musculação e segue o regime à risca nos jantares oficiais e até mesmo em viagens. No Uruguai, conseguiu resistir à tentação de devorar a macarronada com almôndegas oferecida no almoço de despedida do ex-presidente Pepe Mujica, no início do mês. Comeu uma polpetinha de nada, só para matar a vontade. Sobre a visita-surpresa a um supermercado de Montevidéu para comprar doce de leite, Dilma negou a intenção de burlar a dieta, como foi noticiado, e jurou que foicomprar o acepipe para a filha.

Me contam que Dilma é gulosa e jamais resistiu a um acarajé em suas viagens à Bahia. E que costumava devorar bombons Sonho de Valsa no avião presidencial. Isso antes da Ravenna. Agora contenta-se com uns suspiros diet meio insossos, mas liberados por sua algoz, perdão, nutricionista. Nos momentos mais tensos, quando se intensifica o massacre midiático e tanta gente vai às ruas pedir a cabeça da presidenta, um grito ecoa pelos corredores do Planalto:

– Cadê os suspiros?


Fonte : Carta Capital
Leia tudo

16 de dez de 2014

PM é atingido por flecha no pé durante protesto na Câmara

| |
0 comentários

Armado com arco e flecha e pedaços de madeiras, um grupo de índios tentou invadir nesta terça-feira (16) o Anexo 2 da Câmara dos Deputados. 

Os indígenas foram impedidos de ingressar no prédio do Legislativo pela Polícia Militar e por seguranças da Casa com o uso de spray de pimenta.

No tumulto, um policial militar foi atingido em um dos pés por uma flecha disparada pelos indígenas. De acordo a corporação, o artefato não chegou a atravessar o pé do policial, mas ele machucou um dedo. Após a confusão, o PM foi atendido no serviço médico da Câmara e liberado.

Os indígenas protestam contra relatório do senador Romero Jucá (PMDB-RR) sobre projetos de demarcação de terras indígenas. A votação do texto, que flexibiliza dispositivos da Constituição sobre demarcação, está prevista para ocorrer nesta terça na Comissão Mista de Consolidação das Leis e Regulamentação Constitucional.

De acordo com Sonia Guajajara, coordenadora da articulação dos povos indígenas do Brasil, os índios não foram consultados sobre a PEC.

Os indígenas começaram a se concentrar em uma das portarias do Senado, mas depois tentaram forçar entrada no Anexo 2 da Câmara. Eles tentaram agredir os policiais, que formaram um "bloqueio humano", com as flechas e pedaços de pau.

O policiamento precisou ser reforçado, e os homens utilizaram o spray. Por volta das 12h35, os indígenas permaneciam em frente à porta de vidro que dá acesso à Câmara. Com chocalhos, eles alternam gritos de guerra.

Socorristas foram chamados para atender pessoas que pudessem ter sido atingidas por flechas ou pelo spray de pimenta.

Parte dos indígenas que participam do protesto fez um ritual de luta diante do cordão de policiais militares. Segundo o índio Aruanã Pataxó, os índios fazem esse ritual quando estão em luta por alguma causa. Hoje, ressaltou Pataxó, a batalha é contra a PEC 215.


Caso semelhante
Um cabo da Polícia Militar também foi atingido por uma flecha durante protesto contra a Copa do Mundo, em maio deste ano. Kleber Ferreira, de 40 anos, classificou na época a situação como “só um susto”. Ele sofreu um corte de dois centímetros perto da virilha, foi atendido pelo Samu no local e depois fez um curativo em um hospital particular.

A manifestação aconteceu na área central de Brasília e reuniu cerca de 2,5 mil pessoas. O cabo fazia parte da equipe da cavalaria que acompanhava o primeiro dia do Tour da Taça da Copa do Mundo em Brasília.

G1 
Leia tudo

30 de mar de 2014

Acidente: Avião pousa "de barriga" em Brasília

| |
0 comentários

Piloto declarou emergência após perceber que o trem de pouso dianteiro da aeronave não abriu. Ninguém ficou ferido


Um avião da Avianca fez um pouso de emergência às 17h42 na sexta-feira (28) no aeroporto de Brasília depois que o trem de pouso dianteiro da aeronave não abriu. Não houve feridos entre os 44 passageiros e 5 tripulantes. Vídeos postados no YouTube mostram o avião da Avianca chegando e depos inclinado na pista, com a parte dianteira tocando o chão, rodeado de carros de bombeiros.

Aeronáutica investiga pouso de emergência de avião em Brasília
Siga o Desterro1 Twitter e Facebook.

A FAB disse que o "avião sofreu um problema hidráulico que impediu que seu trem de pouso dianteiro abrisse. O piloto declarou emergência e fez o pouso de barriga. Não houve feridos".


Com IG
Leia tudo
www.desterro1.com. Tecnologia do Blogger.